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Tributos comprometem preços de produtos típicos do verão

Impostos representam quase 50% do valor de ar-condicionado e ventilador, itens que já começam a faltar no mercado; altas temperaturas alavancam vendas na primeira quinzena

As altas temperaturas têm movimentado o mercado de lazer e turismo e também o comércio de itens para aliviar o calor. A venda de artigos de praia, bebidas, frutas, sorvetes e bens duráveis – como refrigeradores, ar-condicionado e ventiladores – tem beneficiado o varejo, que registra saldo positivo nos negócios neste início de ano. O movimento registrado na capital paulista, que se reflete para os centros comerciais das principais cidades da Grande São Paulo, como Mogi das Cruzes, foi 3,6% maior na primeira quinzena de janeiro.

“A economia ainda apresenta uma recuperação muito tímida, mas esse calor acaba estimulando as pessoas a viajar e a consumir, gerando um movimento positivo para o comércio em geral”, ressalta a vice-presidente da ACMC, Fádua Sleiman.

O que muitos não sabem é que a tributação de alguns dos produtos mais procurados nesta época do ano compromete muito o preço pago pelo consumidor. Esse é o caso, por exemplo, dos aparelhos de ar-condicionado e ventiladores. Os impostos embutidos nos preços desses produtos chegam a 49,82% e 49,60%, respectivamente. Ou seja, praticamente a metade do custo é de tributos. Mesmo assim, em alguns locais esses itens já começam a faltar por conta do calor excessivo.

Um estudo encomendado pela Associação Comercial de São Paulo sobre a incidência de tributos nos produtos mais consumidos no verão coloca as bebidas alcoólicas no topo da lista: vodca (81,52%), caipirinha (76,66%), uísque (67,03%), chope (62,2%) e cerveja (42,69%).

As bebidas não alcoólicas têm mais de 30% de impostos, como refrigerante em garrafa (46,47%), refrigerante em lata (44,55%) e água mineral (31,5%).

O levantamento revela, ainda, que uma diária em hotel tem tributação de 29,56%; já biquíni, maiô e sunga têm carga tributária de 42,19%.

“Por isso a urgência da reforma tributária. A quantidade de impostos no Brasil é um dos entraves para o crescimento da economia e compromete o consumo dos brasileiros, que neste início do ano ainda precisam arcar com IPTU e IPVA”, alerta a vice-presidente da ACMC.