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Volta às aulas movimenta comércio mogiano

Associação Comercial de Mogi estima alta entre 10% e 20%

O movimento de volta às aulas no comércio mogiano está entre 10% e 20% maior que no mesmo período de 2022. A busca pelos itens da lista de materiais escolares, que teve início no começo do mês, deve se intensificar a partir desta segunda quinzena de janeiro.

Para a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), as expectativas para o período são positivas, considerando que desde 2020 as vendas são afetadas pela pandemia de Covid-19. Os itens de papelaria são alguns dos produtos que sofrem com a alta carga tributária, podendo chegar, inclusive, a quase metade de seu valor.

O aumento na busca pelos materiais escolares pode ser justificado, em parte, pela necessidade de renovar a lista de produtos depois de dois anos de pandemia em que uma parcela dos pais reaproveitou os itens. “Notamos que as compras estão mais intensas nesta volta às aulas. Nos últimos períodos, 2021 e 2022, muitos pais buscavam os materiais que tinham acabado para repor, mas agora, esse estoque acabou. As lojas já estão recebendo as listas para os orçamentos e as vendas começaram”, explicou o vice-presidente da ACMC e membro participante da Rede Brasileira de Papelarias (Rebraspaper), Roberto Assi.

De acordo com Assi, os pais têm procurado materiais de qualidade, mas com preços mais acessíveis. “A saída encontrada por muitos é optar por materiais básicos, sem personagens, pois o licenciamento encarece o item. Para balancear eles acabam levando dois ou três materiais com desenhos para satisfazer o pedido dos filhos”, detalhou.
As novidades do mercado, que são lançadas no período de volta às aulas, são um chamariz a mais. “Neste ano temos, por exemplo, com uma caneta marca texto que apaga, assim, o livro não fica rasurado. A procura é grande também pelas canetas com pontas muito finas”, acrescentou o diretor.

Caneta, lápis e borracha são materiais que não podem faltar na lista de compras. De acordo com o Impostômetro, ferramenta da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), os produtos são tributados respectivamente em 49,95%, 34,99% e 43,19%. “A educação é um direito básico, por isso, esses materiais não deveriam sofrer com tantos impostos. A carga tributária para o setor de papelarias é pesada e acaba incidindo no valor final dos produtos para os consumidores”, destacou o vice-presidente.